São José Liberto é considerado exemplo de economia criativa


Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 22/10/2012 às 17:37

O funcionamento integrado de ações nas áreas de cultura, turismo, design, artesanato, joalheria, capacitação profissional e comercialização, presentes no Espaço São José Liberto, asseguram a dinâmica de funcionamento dos elos da economia criativa: criação, produção, difusão e distribuição, e consumo e fruição (usufruto), destacados durante o Fórum Brasileiro de Economia Criativa, ocorrido na última quarta-feira (17), no auditório do Banco da Amazônia.
Promovido pela Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (Minc), o fórum teve a presença da secretária adjunta da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enriquez, e da diretora executiva do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), Rosa Helena Neves.
O Espaço São José Liberto desenvolve as ações do Programa Polo Joalheiro do Pará e comercializa artesanato de várias regiões do Estado, apoiando os elos da cadeia produtiva. O trabalho interage com uma rede de parceiros nas áreas do turismo, cultura, ciência, tecnologia e inovação, sob a perspectiva da intersetorialidade. Segundo Rosa Helena Neves, isso tem gerado experiências de integração entre os diversos setores do ramo de gemas, joias, moda, manualidades e artesanato, contribuindo para um acesso ao mercado que valoriza os setores criativos.
As manifestações artístico-culturais, como o teatro, a dança e o folclore, também são contempladas no Espaço São José Liberto, que, além do Polo Joalheiro, tem a Casa do Artesão, o Museu de Gemas do Pará e o anfiteatro Coliseu das Artes, onde ocorrem apresentações, exposições e outros eventos.
Depois de São Paulo, Belém recebeu a segunda reunião do fórum, cujo objetivo é divulgar o conceito de economia criativa, ampliar a participação da sociedade civil nas discussões sobre as políticas públicas para o setor e discutir a implantação do “Criativa Birô” no Pará, a partir de uma parceria com o governo do Estado. O Plano Brasil Criativo, que aguarda aprovação da presidente Dilma Rousseff, visa desenvolver e fortalecer os setores criativos para alavancar o crescimento da economia nacional.
Entre os presentes no Fórum, além de artistas, estavam titulares e representantes de associações e órgãos públicos, como da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Fundação Cultural Tancredo Neves, Seicom, Instituto de Artes do Pará (IAP), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Banco da Amazônia.
Inclusão – Segundo Rosa Helena Neves, o Espaço São José Liberto nasceu sob a lógica da cultura como elemento impulsionador da economia e de inclusão produtiva. Todos os produtos comercializados no espaço, destacou, remetem à cultura amazônica e são resultado do talento e capacidade produtiva dos designers, empresários individuais, artesãos, produtores, músicos e escritores. Além das joias, acessórios de moda e artesanato, o espaço também comercializa CDs, DVDs, perfumaria, cosméticos e doces, entre outros produtos.
A secretária adjunta da Seicom, Maria Amélia Enriquez lembrou que o Estado dispõe da Diretoria de Comércio e Serviços e da Coordenação de Projetos de Economia Solidária e Criativa no apoio a ações culturais. O São José Liberto é um dos espaços onde a Seicom tem colocado em prática estas ações de fomento, relacionadas à economia criativa.
A secretária de Economia Criativa, Cláudia Leitão, reforçou a necessidade de reflexão sobre a nova política pública de cultura no Brasil, pautada na valorização do potencial humano e respeitando as diferenças e a diversidade de setores criativos de cada região do Brasil, país que desperta enorme expectativa no restante do mundo. “A gente percebe agora que cultura é um elemento muito interessante, exatamente para compreender o que difere uma nação da outra, como se constrói o desenvolvimento a partir de territórios, a partir de projetos regionais e locais”, observou.
Cláudia Leitão destacou o Espaço São José Liberto como um exemplo de economia criativa, com cadeias produtivas organizadas de setores. A representante do Minc também falou da necessidade de mobilização da sociedade civil para que o Plano Brasil Criativo, distribuído aos participantes do fórum, seja aprovado e colocado em prática. “Estamos retomando uma discussão que é muito urgente no Brasil, uma discussão sobre cultura e desenvolvimento”, ressaltou.

Texto:
Luciane Barros - São José Liberto
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