Mentalidade patrocínio versus investimento


Apesar de todos os esforços para fazer o empresariado compreender a diferença entre patrocínio incentivado e investimento, o setor cultural ainda sofre do complexo “ser ou não ser” um negócio. Até mesmo os profissionais que atuam neste setor têm dificuldades de perceber as nuances mercadológicas que existem. Ok, são esferas variadas, sejam elas, simbólicas, sociais, políticas ou econômicas e é como se elas não pudessem comunicar-se entre si.
Como é fácil esquecer porque o patrocínio incentivado foi criado no Brasil. O propósito era estabelecer relações entre empresas, artistas e produtores culturais para que a mentalidade de investimento se tornasse natural ao longo do tempo, outros diriam que foi apenas para tirar esta carga de custos do Estado, mas enfim, tornou-se viável a compreensão de que o Marketing Cultural tem suas ferramentas e funcionalidades. Triste perceber que as vertentes brotadas desse incentivo levaram muitas empresas a outras estratégias, como por exemplo, criar meios de manter recursos destinados à cultura sempre nas mesmas mãos, beneficiando queridos escolhidos.
O patrocínio incentivado era para mudar conceitos tais como o de que “cultura não dá lucro”. No entanto, ainda não conseguimos captar esta noção de que gestão e produção cultural são negócios e exigem investimentos, do mesmo modo que os esportes, a saúde e a educação.
“Quem vive de cultura” ou vive de comércio, sabe que nada está garantido a não ser seu próprio empenho e motivação para superar obstáculos, mesmo amando seu ramo de atividade profissional; os desafios e reviravoltas serão sempre permanentes!

Fonte: Binóculo Cultural | APSA.

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