Belo Horizonte celebra a Semana Cultural da Nigéria

Jaqueline da Mata - Do Hoje em Dia


Divulgação
Semana Cultural da Nigéria - Maami
"Maami" – Cena do filme que adapta romance homônimo de Femi Osofisan
Desta terça-feira (2) até o próximo sábado (6), Belo Horizonte sedia a Semana Cultural da Nigéria, que inclui uma mostra de filmes nigerianos, além de três palestras com temas relacionados à arte, relações comerciais e diplomáticas entre o país africano e o Brasil. A programação, que acontecerá no Sesc Palladium, tem como mote os 52 anos de independência do país. Vale lembrar que todas as atividades são gratuitas, porém o afluxo de público está sujeito à lotação dos espaços.

Para os cinéfilos em particular e interessados em geral, a "Mostra Nollywood" exibirá nove filmes do diretor nigeriano Tunde Kelani. "Tunde é um dos principais cineastas da Nigéria, hoje a terceira maior indústria cinematográfica do mundo. Só perde para Hollywood (EUA) e Bollywood (Índia)", destaca o presidente do Instituto de Arte e Cultura Yorubá, Olusegun Akinruli.

A ideia, como enfatiza Olu, é promover a cultura nigeriana e, ao mesmo tempo, fortalecer as relações entre Brasil e Nigéria. Os filmes destacam questões humanitárias, culturais e problemas políticos do país localizado na África Ocidental.

Arte africana

As palestras terão a participação de representantes da Nigéria e do Brasil. Nesta terça, abrindo a semana é a vez do artista plástico Ogunlade Folashade, do estado de Kaduna, falar da arte africana contemporânea pela lente da Nigéria. A iniciativa contará, ainda, com a presença da professora de História da África da UFMG, Vanicléia Silva Santos. Às 18 horas será exibido o filme "Thunderbolt", e às 20h, "The Narrow Path".

Nollywood

Nollywood lança dois mil filmes por ano, a maioria feita diretamente para o formato DVD, com poucos recursos. Em entrevista ao Hoje em Dia, na mostra do ano passado, quando veio ao Brasil, o diretor Tunde Kelani lembrou que seu povo ainda sofria preconceitos devido a uma visão distorcida que ainda recai sobre a África.

Sobre a produção cinematográfica, lembrou que tudo é feito sem incentivos. A falta de recursos públicos explicaria, em parte, a realização em DVD. "A indústria nigeriana nunca se voltará ao formato de rolo (película), principalmente devido ao alto custo. A Nigéria progrediu com formatos digitais alternativos e acessíveis", registrou Kelani, que participa do boom de Nollywood desde seu início, na década de 1990.

Parceria

O cineasta lembrou que as salas de cinema entraram em colapso junto com a economia do país nos anos 1980. Hoje não passam de 20, embora multiplex estejam sendo abertos em bairros ricos.

Kelani acredita que uma parceria com o Brasil fortaleceria as áreas técnica e artísticas do cinema nigeriano, passando a ter padrões internacionais. Mas confessou que tem poucas informações sobre a produção brasileira.


Serviço

Semana Cultural da Nigéria – Até sábado (6), no SescPalladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Palestras: Teatro de Bolso Júlio Mackenzie
Exibição dos filmes: Cinema Professor José Tavares de Barros. Entrada franca. Informações: (31) 3279-1500

Americanas.com

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