Seminário do Sebrae discute o novo "excedente" produtivo das nações em desenvolvimento


Começa 22/10, às 19h30, o Seminário Internacional de Economia Criativa e Design, promovido pelo Sebrae-MG, nos dias 22 e 23/10, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte. O evento, que integra a programação da IV Bienal Brasileira de Design, traz à discussão um tema que mobiliza economistas e profissionais ligados aos setores criativos. No Brasil, estima-se que mais de 63 mil empresas e 4,6 milhões de trabalhadores atuem nas nove áreas ligadas a esses setores*. Também chamada de economia do intangível, do simbólico, a economia criativa movimenta 2,84% do PIB brasileiro, algo em torno de 104 bilhões de reais.
O Seminário vai reunir representantes de diversas instituições e associações, como Aliança Europeia de Indústrias Criativas, Ministério de Indústria e Energia da Espanha e Departamento de Indústrias Criativas e Comércio Exterior do Governo da Cidade de Buenos Aires.
Apesar de ser reconhecido pela sua diversidade cultural e por seu potencial criativo, o Brasil não figura entre os primeiros países em desenvolvimento, produtores e exportadores de bens e serviços criativos. “Estamos em meio a uma mudança de paradigma socioeconômico, a meio passo entre a herança do período industrial e o prenúncio de uma fase altamente calcada em valores intangíveis”, diz a economista Ana Carla Fonseca, curadora do seminário.
Esta visão está fundamentada no entendimento de que atributos de conhecimento e criatividade são os diferenciais de promoção econômica na sociedade moderna. Alguns economistas caracterizam o desafio à inventividade como o novo excedente produtivo das nações em desenvolvimento.
Estudiosos do tema entendem que, diferente da economia tradicional “taylorista”, a economia criativa se caracteriza pela abundância e não pela escassez, pela sustentabilidade social e não pela exploração de recursos naturais e humanos, pela inclusão produtiva e não pela marginalização de indivíduos e comunidades.
Um levantamento realizado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad, 2010) dá conta de que o crescimento médio anual, dos últimos cinco anos, do núcleo dos setores criativos (6,13%) foi superior ao crescimento médio anual do PIB brasileiro (4,3%)**.

Conceito
A Secretaria da Economia Criativa (SEC), ligada ao Ministério da Cultura, define como setores criativos “aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de um produto, bem ou serviço, cuja dimensão simbólica é determinante do seu valor, resultando em produção de riqueza cultural, econômica e social”.
Segundo este conceito, os setores criativos vão além dos setores denominados como tipicamente culturais, ligados à produção artístico-cultural (música, dança, teatro, ópera, circo, pintura, fotografia, cinema), compreendendo outras expressões ou atividades relacionadas às novas mídias, à indústria de conteúdos, ao design, à arquitetura entre outros.
A SEC foi criada pelo Decreto 7743, de 1º de junho de 2012, com o objetivo de tornar a cultura um eixo estratégico nas políticas públicas de desenvolvimento do Brasil.
*Os setores criativos no Brasil
A Unctad, produziu o Relatório de Economia Criativa, que classifica os setores criativos em nove áreas, discriminadas em quatro categoriais:
Patrimônio - sítios culturais (arqueológicos, museus, bibliotecas e galerias) e manifestações tradicionais (arte popular, artesanato, festivais e celebrações);

Artes - artes visuais (pintura, escultura e fotografia) e artes performáticas (teatro, música, circo e dança);

Mídias - publicações e mídias impressas (livros, jornais e revistas) e audiovisual (cinema, televisão e rádio);

Criações funcionais - design (interior, gráfico, moda, jóias e brinquedos), serviços criativos (arquitetura, publicidade, P&D criativos, lazer e entretenimento) e novas mídias (softwares, jogos eletrônicos e conteúdos criativos digitais).
**A atualização dos índices e indicadores da economia criativa brasileira foi realizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan, 2008) e pela (Unctad, 2010), a partir de parâmetros de massa salarial e de nível de ocupação extraídos da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da quantidade de empreendimentos considerados criativos de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) do IBGE.
Seminário Internacional de Economia Criativa e Design
Data: 22/10, das 19h às 22h e 23/10, das 9h às 19h
Local: Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Praça da Liberdade, 21, Funcionários. Belo Horizonte/MG.
Informações: (31) 3023-7303 e sebraemg@economiacriativaedesign.com.br
Inscrições gratuitas com vagas limitadas.

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