Schomburg Center for Research in Black Culture
Museu Afro em Brasília pode utilizar mapas digitais para contar a migração de africanos ao Brasil
A ministra acompanhou uma detalhada demonstração da página web da instituição. Dividida em diversos sítios que tratam de diferentes aspectos da história dos afrodescendentes nos Estados Unidos e no resto do mundo, conta com fotos, textos, filmes, biografias, etc. O sítio “Migrations”, em especial, é o mais acessado, (“www.inmotionaame.org“). Diante desta apresentação, a ministra considerou interessante contar, no futuro museu em Brasília, com mapas digitais indicando de que locais da África saíram os escravos e também com mapas que retratem a abolição em diferentes países.
Para o diretor do Schomburg, Muhammad, o museu a ser construído em Brasília deve ter conteúdo sobre a África, mas ele sugeriu a ênfase na nossa história da escravidão em particular e da comunidade afrodescendente, pois estas “ainda não foram contadas”.
A vocação essencial do Schomburg Center é ser uma biblioteca de pesquisa. Recebe 30 mil pesquisadores por ano, alguns residentes, outros por períodos mais curtos. Dispõe de um total de 10 milhões de itens, dos quais 300 mil são livros. Tem 50 funcionários. Todos os eventos promovidos pelo centro são gratuitos. Conta com auditório multiuso, com 350 assentos.
Entre os dias 14 e 19 de março, a ministra Marta Suplicy esteve em Washington e Nova Iorque visitando locais como o Museu do Holocausto, oMuseu Nacional de Arte Africana, o Museu Nacional de História e Cultura Afroamericana, o Newseum (todos em Washington), além do Whitney Museum of American Art, o MoMa e o Schomburg Center em Nova Iorque. O objetivo da viagem foi a prospecção e troca de experiências para a construção do Museu da Memória Afrodescendente em Brasília.
(Texto: Ascom MinC
Fotos: Paul Lima)
Fotos: Paul Lima)
Fonte: MinC